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Se você sofrer fraude, furto, roubo ou sequestro e alguém fizer compras indevidas com o seu cartão, o banco cobre o prejuízo? É melhor saber antes do que descobrir na hora do aperto.

Pelo Código de Defesa do Consumidor, o cliente não é obrigado a pagar quando não foi o autor da compra, porque, teoricamente, o estabelecimento que realizou a venda é obrigado a exigir documento de identidade para conferir quem é o portador do cartão.

Além disso, em qualquer situação em que houve compra indevida no seu nome por falta de segurança do cartão, o cliente não é obrigado a pagar pelo prejuízo.

Assim, se você sofreu fraude por uma compra na internet, perdeu o cartão ou sofreu um assalto e cancelou o cartão em seguida,o banco tem que estornar a compra, segundo Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Se aconteceu um saque sob coação dentro da agência, o banco é responsável pela segurança do cliente e também deve ressarci-lo.

Só há uma situação em que o banco não é obrigado a cobrir o prejuízo: se você informou a senha para alguém e foi obrigado a sacar ou comprar sob coação, em um sequestro relâmpago. Nesse caso, a instituição financeira não tem responsabilidade, porque o incidente não aconteceu por falta de segurança do cartão.

Em todas essas situações, é preciso fazer boletim de ocorrência e pedir o cancelamento do cartão para o banco imediatamente.

Como se proteger

É dever do banco garantir que o uso do cartão seja seguro, mas o portador do cartão também tem deveres. “É preciso seguir as orientações passadas pelo banco para evitar riscos, pois nem todas as ocorrências podem ser atribuídas a falhas de segurança do fornecedor do serviço”, explica Ione Amorim, do Idec.

Assim, evite realizar compras pela internet em redes de Wi-Fi abertas e em computadores sem antivírus. Nunca anote a senha do seu cartão e a deixe à vista na bolsa ou na carteira, nem passe os dados do seu cartão por telefone ao receber uma ligação.

Vale também ativar o serviço do banco que envia uma mensagem SMS a cada compra realizada e reduzir o limite de crédito do cartão para o mínimo necessário.

Seguro para cartão vale a pena?

O seguro para cartão é uma alternativa oferecida pelos bancos para cobrir prejuízos em caso de perda, furto, roubo ou saques e compras realizados sob coação. Algumas coberturas mais completas também incluem reembolso de tudo que o que houver dentro da bolsa além do cartão, até um determinado valor.

Como em qualquer outro seguro, se precisar usá-lo, o segurado precisa provar o que aconteceu antes de ser reembolsado pela seguradora parceira do banco, dentro de um prazo. Vale a pena contratar a cobertura?

As entidades de defesa do consumidor ouvidas, em geral, não aconselham, só em casos específicos. “Não faz sentido ter seguro se você já tem a proteção legal que obriga o banco a estornar a compra se você não foi o autor”, explica Gisele Rodrigues, especialista em seguros da associação de consumidores Proteste. Sem seguro, o banco já cobre o prejuízo decorrente de fraude, furto ou roubo, se você cancelar o cartão e pedir o estorno.

Só vale a pena contratar o seguro para cobrir a única situação em que o banco não estorna a compra: quando você informou a senha para alguém sob coação, em um sequestro relâmpago. Mas como dimensionar esse risco?

É preciso colocar na balança o custo do seguro versus o índice de sequestros da região onde você mora. Também é essencial ler com atenção todas as cláusulas do contrato, principalmente a região de cobertura e as exclusões. Questione qual é a burocracia envolvida no processo para acionar o seguro.

“Só faça o seguro se você souber exatamente o que está contratando. O banco vai fazer uma análise profunda antes de dar a cobertura, e nem sempre o parecer será favorável”, explica Ione Amorim, do Idec.

 

Fonte: Exame

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Juntar dinheiro é uma tarefa difícil. Você precisa saber exatamente o quanto recebe, quanto gasta, fazer contas e sacrifícios para conseguir “salvar” parte do salário – muitas vezes abrindo mão de algumas regalias e diversões e, por fim, decidir o que fazer com essa quantia. E, muita gente, mesmo nos dias atuais, ainda guarda dinheiro dentro de casa. Por muito tempo, Nanci Salvador, aposentada, administrou e guardou o dinheiro sem intermédio de um banco ou corretora. “Eu não tinha o hábito de ir ao banco, não sei mexer com internet e não confio em ninguém. Por isso, recebia minha aposentadoria e o dinheiro que ganhava com a venda de bolos caseiros e deixava tudo dentro de uma carteira bem escondida no meu armário”, conta.

Mas, conversando com os filhos e netos, a aposentada decidiu parar com esse hábito. “Me convenceram a colocar o dinheiro no banco. Por enquanto está na poupança porque ainda acho que é o local mais seguro para deixar minhas economias protegidas”, conta.

Mas será que Nanci fez bem de tirar o dinheiro de casa ou deveria ter mantido suas economias na segurança do lar? A resposta é simples: ela fez muito bem. Deixar dinheiro em casa não é uma boa opção. “Em casa suas economias não vão render nada, ou seja, vão perder para a inflação e seu poder de compra vai cair e muito”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Abaixo, explicamos o que isso quer dizer e listamos mais algumas razões que provam que a prática é uma ideia ruim:

 

Motivo 1: seu dinheiro não rende e você perde para inflação

Talvez seja difícil para a maioria das pessoas entender como você acaba perdendo dinheiro se deixa a quantia parada em casa, mas é exatamente isso que acontece. A explicação é simples: ao deixar seu dinheiro parado você perde a chance de rentabilizá-lo.

Além de você não fazer seu dinheiro render, você não pode esquecer que a inflação existe. Por exemplo: se você tem R$ 100 todo mês para comprar um cesta básica e o preço da cesta básica aumenta 5% por conta da inflação e agora custa R$ 105 seria ideal que o seu dinheiro fosse corrigido ao menos em 10% para preservar o poder de compra. Certo? Atualmente, a poupança tem um rendimento perto de 8%, ou seja, maior do que o da inflação (que está perto de 5%, segundo dados do IBGE). Nesse caso, o rendimento da aplicação é baixo, mas existe. Agora imagine a comparação da inflação com o rendimento do seu cofre? Para entender melhor, imagine outro exemplo: no último ano (2016) você guardou 500,00 em casa.

No fim de um ano, seu dinheiro, em casa, não terá rendido nada e você ainda terá R$500. O problema é que, com a correção pela inflação vigente o valor seria de R$531,44, ou seja, o seu dinheiro valeria R$31,44 a menos. Por outro lado, se esse dinheiro estivesse guardado na poupança, ao final de um ano, você teria R$541,52. E vamos além: se esse dinheiro tivesse ficado em um bom fundo de renda fixa ou no Tesouro Selic você teria R$570,09.*

 

Motivo 2: é perigoso

Você tem certeza que nunca será assaltado? Sua casa é à prova de invasões e roubos, incêndio e chuvas? E essas são apenas algumas das questões que precisam ser levadas em consideração. Agora tente imaginar todos os riscos que você corre ao deixar seu dinheiro em casa. Com certeza as chances do banco quebrar ainda são muito menores do que do seu dinheiro sumir de casa. E mais: Mesmo se o banco falir, alguns tipos de investimento têm garantia sobre o crédito oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade mantida pelos próprios bancos que protege os clientes e prevenir crises bancárias.

E lembre-se de mais alguns detalhes: talvez seu hábito de guardar dinheiro pode atrair pessoas mal-intencionadas. Infelizmente, as pessoas conversam e a informação de que você é avesso a bancos pode chegar aos ouvidos de quem é não deve. “E os riscos não param por ai. Desastres naturais como fogo e enchentes também podem levar seu dinheiro embora”, alerta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

 

Motivo 3: Você tem dificuldade de conseguir crédito e/ou financiamento

Você pode ter medo de deixar o dinheiro no banco porque, em caso de dívidas, ela pode ser debitada da sua conta. Acertamos? “A questão aqui é que nenhum dinheiro pode ser debitado de sua conta, a não ser que você tenha dado autorização”, alerta Marcela. Além disso, com um histórico positivo no banco, ou seja, com investimentos, contas em dia e uma boa movimentação, você teria mais chances de conseguir um crédito para conseguir quitar essa dívida, por exemplo.

E tem mais: se você resolveu comprar uma casa ou um carro e vai precisar financiar parte do valor. Será que, sem histórico de investimentos e movimentações, esse financiamento não fica mais difícil? “Guardando dinheiro no banco, se tem algum financiamento e um bom relacionamento com a instituição, fica mais fácil provar que você é um bom pagador”, explica Marcela.

 

Motivo 4: é muito mais difícil ter controle dos gastos

Se você guarda dinheiro em casa, provavelmente não tem cartão de débito, cartão de crédito e tem menos noção do quanto tem, do quanto gastou e do quanto precisa economizar. Além disso, é mais difícil ter controle do que você gasta. “Com dinheiro na mão você está mais sujeito a gastos não planejados e cair em tentação é sempre mais fácil”, explica Marcela. Por isso, o ideal é colocar o valor no banco e seguir nossas dicas de planejamento.

 

Motivo 5: a situação do Brasil, hoje em dia, é outra

Muita gente passou pelo trauma de ter seu dinheiro confiscado pelo Governo no início da década de 90 quando, durante o Plano Collor. Foram retirados das contas pessoais os depósitos e investimentos com mais de 50 mil cruzados novos (moeda brasileira na época) durante 18 meses com correções monetárias muito aquém da inflação. O plano, que foi um fracasso generalizado e levou o país a uma recessão severa, mudou o rumo de muitas famílias que tinham seu dinheiro guardado. “Mas o que é preciso entender é que, atualmente, a situação é completamente diferente e muito dificilmente algo desse tipo aconteceria de novo”, alerta Marcela. E um dos motivos é simples: a constituição mudou. Houve uma mudança na constituição que veda um novo confisco. A Emenda Constitucional nº32/2001, modificou o artigo 62 da Constituição Federal. Ela proíbe que o governo faça uma medida provisória “que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro”. Além disso naquela época planos mirabolantes como este tinham mais espaço porque vivíamos uma inflação galopante, da ordem de 1000% ao ano. Planos como este dificilmente teriam espaço após a estabilização monetária em 1994.

 

E AGORA, O QUE EU FAÇO?

Se convenceu de que é uma boa ideia ter o dinheiro guardado no banco e não sabe por onde começar? Fique tranquilo. Procure um banco ou corretora, diga que quer fazer uma reserva financeira e avalie as opções que você tem. “O Tesouro Selic, por exemplo, é uma boa opção de investimento para quem precisa ter fácil acesso ao investimento”, aconselha Marcela. Outra boa opção, para quem não quer se arriscar de forma alguma, é começar aplicando o dinheiro na poupança. Agora, para saber tudo sobre investimento, acesse a matéria completa que fala sobre o tema.

 

GUARDE PARA EMERGÊNCIAS!

Ok, já demos algumas provas de que armazenar todo seu dinheiro em casa é uma má ideia, mas, por outro lado, guardar uma pequena quantia é uma boa sacada. “Se você precisa de um dinheiro rápido, para pequenas emergências como a compra de um remédio, por exemplo, é sempre bom ter um dinheiro na mão”, exemplifica Marcela.

 

Fonte: Meu bolso feliz

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Não é só criança. Você também fica bravo quando está roxo de fome e nada do prato chegar no restaurante. Já reclamou e não adiantou? Saiba que tem todo o direito de ir embora se o seu pedido demorar demais para chegar.

Você só é responsável por pagar o que consumiu. Se o prato ainda não veio, mesmo depois de questionar o garçom, você pode ir embora sem pagar, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Se o pedido está lento, é de bom tom perguntar para o garçom quanto tempo ainda vai demorar, como orienta o advogado do Idec Igor Marchetti. Se a preparação de um prato específico for mais lenta, o atendente precisa avisar antes.

Só vá embora sem pagar se o prato demorar mais do que o prometido e, é claro, se optar por não consumi-lo. “Explique com calma, sem brigar, que você foi mal informado sobre o tempo de espera e que a prestação do serviço não foi cumprida, por isso está indo embora”, orienta o advogado.

 

Outras práticas abusivas

Essa é uma entre várias práticas abusivas comuns em restaurantes. Os estabelecimentos não podem, por exemplo, se negar a dividir um prato entre duas pessoas, nem cobrar taxa por desperdício.

“Nesse caso, o restaurante pode adotar alguma política de incentivo para quem não desperdiçar, mas não cobrar por algo que o consumidor já pagou”, explica o advogado do Idec.

Se a comida vier com cabelo, bicho, sabor ou cheiro estranho, o consumidor pode exigir um novo prato ou se recusar a pagar, não importa a quantidade já consumida. Nesse caso, além de reclamar no estabelecimento ou nas redes sociais, é importante formalizar a denúncia no órgão de vigilância sanitária do município.

Em pizzarias, depois que o Procon vetou a cobrança de pizza de dois sabores com preço da mais cara, o Idec passou a recomendar que os consumidores exijam a cobrança proporcional do valor. No entanto, cada estabelecimento é livre para determinar o seu preço.

 

Fonte: Exame

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Segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), o gasto médio mensal com um cachorro é de R$231 e com um gato R$189. Isso sem contar as despesas inesperadas. Um valor alto, certo?

Listamos algumas dicas e sacadas simples que vão te ajudar na economia do seu pet:

Se você ainda não tem um pet

Um gato sai mais em conta do que um cachorro e dá menos trabalho. Se você fica fora o dia todo, por exemplo, tem mais um motivo para preferir um felino. Já pensou nisso?
Se quiser um cachorro, pense na possibilidade de adotar. Primeiro porque, no Brasil, temos mais de 30 milhões de animais abandonados. Além disso, comprar um cachorrinho é bem caro. Algumas ONGs organizam feiras de adoção e “divulgam” seus pets através das redes sociais. Fique de olho!
Lembre-se que, ao comprar ou adotar, você terá algumas despesas iniciais que podem te desestabilizar. Entre elas: vacinas (se ele ainda não tomou todas), comida, uma coleira, potinhos de comida… Então, antes de tomar essa decisão, faça contas, junte dinheiro e esteja preparado. Segundo o Instituto Pet Brasil, os gastos iniciais com seu pet variam entre 500 e 1.000, dependendo do tamanho do animal.
Se você já tem um animalzinho e precisa economizar

Reduza os banhos no pet

Uma vez ou outra é bom levar seu cachorro para tomar banho no pet. “Lá eles cortam as unhas dos animais, escovam os dentes e fazem a tosa, se necessário”, explica Renata Becaccha, veterinária. Mas você não precisa levar seu cachorro para tomar banho toda semana. Aproveite um dia mais tranquilo e dê banho no seu pet em casa mesmo. Compre um shampoo específico para pet e lembre-se de secar muito bem o pelo e orelhas do seu animal. Para ajudar, duas dicas: proteja o ouvido do seu cachorro com algodão e tenha em mãos um bom secador de cabelo. Com esse hábito você economiza, em média, R$100 por mês.

Pare e pense na comida

Dar ração para seu pet é prático, mas pode sair caro. Por outro lado, você não pode sair comprando a ração mais barata, sem perguntar ao veterinário se deve ou não optar por uma marca qualquer. “Muitas rações tem muita gordura, por exemplo, e podem fazer mal para o pet”, explica Renata Por isso, ao tentar economizar com comida, converse com um profissional. Uma boa opção é substituir a ração (que custa, em média, R$100) por comida caseira. Arroz, carne magra, frango, cenoura são boas opções para seu pet. Mas lembre-se: nada de temperar a comida deles como se fosse a sua. Sal, cebola e outros temperos devem passar longe da dieta do seu companheiro. Ou seja, não é só pegar a comida do dia a dia e servir para seu animalzinho.

Lembre-se que seu pet pode ficar doente

O maior perrengue que pessoas costumam passar com seu pet é quando ele fica doente. Diferente de nós, os pets não costumam ter convênio e gastos com exames, cirurgias e veterinários dificilmente estão no radar de seus donos. Por isso, o ideal é que os animais, desde filhotes, tenham uma poupança. Se tudo der certo seu animalzinho terá problemas bem mais tarde – a partir dos 7 ou 8 anos – e, até lá dá para juntar um bom dinheiro. Que tal R$50 ou R$60 por mês?

Fuja das tentações

Você sabia que o mercado pet movimenta R$17 bilhões por ano? E não estamos falando apenas de cuidados essenciais, claro. Quem nunca teve vontade ou comprou uma cama estilosa, roupinhas e brinquedos caríssimos para alegrar a vida de seu pet? Pois é. Mas esses gastos, fora de controle, são como os supérfluos que atrapalham nossas finanças. Ou seja, devemos passar longe. A cama do seu pet pode ser feita com, por exemplo, um lençol antigo e a roupinha precisa ser quente (no inverno) e não toda estilosa (as mais modernas e diferentes costumam ser as mais caras!). Por fim, seu cachorrinho se diverte com brinquedos e se distrai quando você não está em casa. Isso é verdade! Mas uma bolinha (o brinquedo preferido da maioria deles) custa R$5. Então, será mesmo que você precisa comprar aqueles brinquedos caríssimos que, no geral, ficam apenas acumulando poeira? E lembre-se: seu pet não mede seu amor com compras caras e sim com carinho e atenção.

Pesquise antes de comprar

Na hora de fazer as compras de seu pet, encare a tarefa como se estivesse indo ao supermercado. Ou seja, será que o pet shop do bairro não é bem mais caro que grandes centros especiais que vendem produtos para seu pet? Faça uma pesquisa e veja o quanto você pode economizar ao reservar 1 hora do seu fim de semana para comprar, por exemplo, a ração do mês todo em um grande mercado pet. Além disso, nesses locais você encontra mais opções, marcas e tamanhos diferentes para sua pesquisa. Muitas dessas lojas ainda tem cartão de fidelidade: quanto mais você compra, mais descontos você tem. Você pode ficar impressionado com a variação de preço de um simples shampoo ou coleira. Então, tenha paciência, pesquise, faça contas e encare as despesas de seu bichinho de estimação da mesma maneira que encara as suas: com controle e planejamento.

 

Fonte: Meu bolso feliz

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu que as operadoras de planos de saúde poderão reajustar os valores dos contratos individuais e familiares em até 13,55%.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), deve encarecer as faturas de até 8,2 milhões de usuários desses tipos de plano. No entanto, as operadoras só podem aplicar o reajuste a partir do aniversário dos contratos, que é o mês em que cada um deles foi firmado com os clientes.

O órgão regulador pede aos usuários de planos de saúde que fiquem atentos aos seus boletos de pagamento para observar se o porcentual de reajuste aplicado é igual ou menor que o permitido pela ANS.

Além disso, explica que a primeira fatura reajustada pode incluir uma cobrança retroativa se houver defasagem entre o aniversário do contrato e o mês de aplicação do aumento do valor.

Ou seja, se o mês de aniversário do contrato é maio, a mensalidade de junho será acrescida do valor referente à cobrança retroativa.

O reajuste autorizado pela ANS é mais que três vezes superior à inflação oficial. Em abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses teve alta de 4,08%. A disparidade entre os aumentos gera críticas à metodologia adotada pela ANS.

“A agência regulamenta apenas os planos individuais e familiares, mas leva em conta para o reajuste os aumentos anuais (que as operadoras aplicam) nos planos coletivos por adesão, que são sempre muito superiores”, afirma a advogada Estela Tolezani. Ela é sócia do escritório Vilhena Silva, especializado em direito à saúde.

Segundo Tolezani, o número de ações movidas pelo escritório para reaver o dinheiro de clientes que consideraram os reajustes de seus planos de saúde abusivos mais que dobrou no ano passado.

“O reajuste é elevado, mas a pessoa não fica mais segura. Só gasta mais. E ainda sofre com descredenciamento de hospitais, além de medicamentos e procedimentos que não são cobertos”, diz a advogada.

As operadoras de planos de saúde, por sua vez, alegam que a ‘inflação médica’ é maior que a inflação e defendem aumentos ainda maiores.

“Os reajustes autorizados pela ANS deveriam, ao menos, representar a realidade da variação dos custos médico-hospitalares apurada por estudo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) que, no último ano, ficou em torno de 20%”, afirma em nota a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), outro órgão representativo das operadoras privadas, a situação é prejudicial “tanto para consumidores, que pagam mais caro (…) para terem acesso a assistência privada à saúde, quanto para as empresas de planos de saúde, que são obrigadas a custearem a escalada de custo do serviço”.

A advogada Estela Tolezani, no entanto, aponta que o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar incide sobre uma minoria de todos contratos firmados pelas operadoras privadas.

Segundo a própria ANS, os planos individuais e familiares correspondem a 17,2% do total de 47,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica privada no Brasil.

“As empresas não comercializam mais os planos individuais, e, sim, os coletivos, pois querem aumentos mais elevados.”

Ela explica que, quando as operadoras reajustam os valores de planos coletivos por adesão, levam em conta não só o teto estipulado pela ANS e a mudança de faixa etária, mas, também, um aumento conhecido como sinistralidade.

Este fator é calculado a partir de uma medição do uso efetivo que os grupos cobertos pelo plano fazem dos produtos em comparação à cota que pagam às operadoras.

“Para ter um controle mais correto, a ANS tinha que usar como parâmetros a média de todo mundo que usou serviços médicos e hospitalares com planos individuais”, afirma a sócia do escritório Vilhena Silva.

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